renascimento:ficino:teologia-platonica:tp15:tp15-1
TP15-1 – Cinco questões sobre a alma
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Problemática das cinco questões fundamentais sobre a natureza e o destino da alma
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Investigação acerca da suposta unicidade e eternidade de um intelecto comum a todos os homens em oposição à multiplicidade e mortalidade das almas individuais, tese que tornaria a perenidade da inteligência inútil para a existência humana.
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Questionamento metafísico sobre as razões da união de almas divinas a receptáculos terrestres vis, a origem de suas perturbações no plano sensível, as causas de sua resistência à separação corpórea e a definição de seu estado prévio e posterior à encarnação.
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Exegese crítica da tradição peripatética e as interpretações divergentes de Aristóteles
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Análise da falibilidade de Averroes, condicionada pelo desconhecimento do grego e pela leitura de textos corrompidos, contrastando sua visão com a de filósofos como Pletão e Temístio, que reafirmam a multiplicidade e a imortalidade das almas no pensamento aristotélico original.
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Distinção entre o intelecto agente, concebido como único e eterno, e o intelecto possível, entendido como múltiplo e igualmente imortal, refutando a tese da mortalidade anímica através da negação da memória pós-morte como evidência de uma vida puramente intelectual e despojada de imagens passivas.
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Argumentação de Averroes contra a alma como forma substancial do corpo
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Postulação de que a inteligência, por ser absolutamente independente, não pode constituir um composto único com a matéria sem participar da corrupção desta, o que impediria a apreensão de naturezas universais e puras.
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Afirmação da unidade numérica do intelecto humano baseada na identidade específica da espécie, argumentando que a divisão em indivíduos exigiria uma participação na matéria que a inteligência, por sua potência infinita, não admite.
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Tese da transmissão da ciência onde o mestre não engendra uma nova forma, mas compartilha a mesma unidade numérica do saber, pressupondo um intelecto único para que a qualidade intelectual não se perca ou se multiplique ao infinito em regressões absurdas.
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Estrutura da alma cogitativa e a hierarquia das potências cerebrais no sistema árabe
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Delimitação das funções da alma sensível ou cogitativa, situada na região mediana do corpo e composta pelo sensu communis, imaginação, potência cogitativa e memória, faculdades destinadas ao julgamento de dados particulares e instintivos.
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Definição da razão particular como intermediária que prepara as imagens para a inteligência universal, a qual permanece exterior ao homem em essência, mas presente na operação, iluminando o pensamento como a luz atua sobre as cores.
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A doutrina averroísta do intelecto agente e possível como substâncias separadas
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Concepção de uma inteligência composta por duas substâncias — uma luminosa e ativa, outra obscura e formável — cujo laço eterno permite o conhecimento das hierarquias superiores, mas vincula o saber humano à fugacidade das imagens fantásticas.
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Representação da espécie humana como um organismo monstruoso de múltiplas bases corporais e uma única cabeça intelectiva, onde o conhecimento individual de figuras como Pitágoras ou Platão seria apenas um evento temporal que se dissolve com a extinção das imagens particulares, restando apenas a unidade impessoal do intelecto.
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