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Memória e Reminiscência
Olimpiodoro distingue dois tipos de memória: uma, chamada propriamente memória, é uma sensação continuada, comum a nós e aos animais; a outra, a reminiscência, implica a razão e pertence apenas ao ser pensante.
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A memória é uma persistência da razão, uma consolidação do conhecimento.
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A reminiscência supõe o esquecimento e é um chamado voluntário da memória, uma segunda conhecimento, um renascimento do conhecimento.
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Os animais têm memória e esquecimento, mas não se deve concluir que tenham reminiscência, pois podem retomar o mesmo hábito após o esquecimento sem que haja reminiscência.
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A reminiscência nos é própria, porque nossa alma não tem uma potência de vida infinita nem uma potência de conhecer infinita, daí o esquecimento.
Há cinco coisas que devem concorrer para a reminiscência: que haja segundo conhecimento; que haja passagem de um conhecimento a outro; que haja, a partir do semelhante, a lembrança do semelhante; que haja aí uma falta; que haja um acréscimo que complete a falta.
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A alma não acrescenta o que falta à reminiscência tirando-o de fora, mas sim de si mesma.
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Encontramos na razão pura um tipo exemplar da reminiscência: é o pensamento das coisas que são sempre as mesmas.
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Há tantas formas de reminiscência quantas são as formas de conhecimento: reminiscência da razão, do entendimento discursivo e da opinião.
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