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Fundamentação da Metafísica Idealista e Transcendência do Espírito

  • Superação do historicismo e reafirmação do sentido metafísico da história
    • Crítica à redução da filosofia de Hegel a uma mera “serva da história”, resgatando sua essência como sistema de pensamento especulativo.
    • Refutação da tese de Heidegger sobre o “falta” em Platão, propondo um encontro prestigioso entre a origem grega e a maturidade idealista.
    • Distinção entre a historicidade da consciência e o historicismo niilista que declara a morte da metaphysica.
    • Afirmação de que o verdadeiro sentido da história da filosofia é de ordem ontológica e não meramente técnica ou documental.
  • Universalidade do Espírito e a mediação cultural da ideia
    • Reconhecimento da mediação cultural como veículo necessário, porém não exauriente, da verdade filosófica.
    • Definição da verdade do idealismo como a vida das ideias que, embora manifesta no tempo, ultrapassa a finitude dos eventos históricos.
    • Analogia com a exegese medieval: busca do sentido profundo e espiritual oculto sob a letra do texto e a particularidade dos fatos.
    • Oposição a filosofias que se esgotam em jogos de linguagem e efeitos de sentido, carentes de vinculação com um Absoluto primeiro.
  • Ruptura com a tradição aristotélico-wolffiana e fundação da modernidade
    • Desestabilização dos conceitos analíticos tradicionais que separavam rigorosamente forma e matéria ou analítica e dialética.
    • Identificação da Lógica de Hegel como o locus da superação definitiva do dualismo de raiz escolástica e kantiana.
    • Abertura em direção à origem: revalorização do mito e da imaginação como fontes vivas e fecundas do pensamento subjectivo.
    • Teleologia do Espírito Absoluto: unidade orgânica entre arte, religião e filosofia como momento final da autoconsciência da ideia.
  • Contemporaneidade espiritual e crítica da objetividade hermenêutica
    • Recusa da noção de contemporaneidade baseada na cronologia ou na posição do destinatário original do texto.
    • Definição de Zeitgenossenschaft (contemporaneidade) como participação em uma tradição comum de natureza puramente espiritual.
    • Crítica à exegese “objetiva” que ignora a presença viva e captivante dos grandes filósofos no presente do pensamento.
    • Justificação da presença trans-histórica de Platão e Hegel como figuras que fundamentam a unidade da inteligibilidade humana.
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