Pluralismos
Thomas McEvilley — Configuração do Pensamento Antigo
Primeiros pluralismos na Grécia e Índia
- Reação contra o monismo eleata e a multiplicação das substâncias por parte de Empédocles
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Tentativa de resgatar a pluralidade do mundo sensível do abraço asfixiante do Uno eleata
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Intensificação progressiva da reação contra o caráter religioso arcaico do complexo do monismo no pensamento de Anaxágoras e dos atomistas Leucipo e Demócrito
- Mudança do questionamento filosófico após Demócrito
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Continuação da reação contra a apropriação eleata da realidade, porém com mudança de forma ou estágio
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Abandono do Problema do Um e do Múltiplo e adoção do Problema do Conhecimento
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Prioridade da distinção entre numênico e fenomênico sobre a distinção entre Um e Múltiplo
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Realização de uma mudança da metafísica para a epistemologia, com uma guinada em direção ao sujeito
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Substituição da questão “A realidade é Una ou Múltipla?” por “Somos competentes para fazer tal juízo?”
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Adoção subsequente de questões sobre a competência para julgar a própria competência e o significado de ser competente
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Condução da rejeição do noumenalismo eleata ao fenomenalismo sofístico de Protágoras
- Contribuição de Empédocles e Zenão para a contratradição da filosofia grega
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Contribuição involuntária da multiplicação das substâncias eleatas por Empédocles para a grande contratradição
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Contribuição da dialética de Zenão de Eleia para a mesma tradição opositora
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Crescimento paralelo do ceticismo e do materialismo a partir de Demócrito em oposição à tradição metafísica platônico-aristotélica
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Culminância da dicotomia, do ponto de vista da história posterior, na antinomia do século II d.C. entre Sexto Empírico e Plotino
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ANAXÁGORAS**
- Contexto biográfico e filosófico de Anaxágoras
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Nascimento de Anaxágoras em Clazômenas por volta de 500 a.C., durante o domínio persa, e sua condição de aluno de Anaxímenes
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Busca de uma concepção de matéria que conformasse aos postulados de Parmênides sem invalidar a realidade da experiência
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Solução por meio do conceito de mistura, tal como a de Empédocles
- Doutrina da mistura e separação como base do devir
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Afirmação de que “Nada vem a ser ou perece, mas é misturado ou separado de coisas existentes”
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Correção de chamar o vir-a-ser de “mistura” e o perecer de “separação”
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Explicação de Simplício baseada no axioma eleata de que nada vem a ser do que não é
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Defesa da preexistência de todas as coisas naquilo de que se originam, implicando que “em tudo há uma porção de tudo”
- Inovação conceitual de Anaxágoras: a interpenetração infinita
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Adoção de um novo conceito de substância, diferente da multiplicação conservadora de Empédocles
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Formulação do princípio de que “em tudo há uma porção de tudo”
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Combinação do axioma eleata com um axioma de infinitude: “Todas as coisas são infinitas em número”
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Conclusão, observada por Simplício, de uma infinitude ao quadrado: cada uma das coisas infinitas contém a infinitude de todas as coisas
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Caráter revolucionário do conceito, apontando para meta-infinidades e interpenetração ontológica
- Solução para o problema da magnitude infinita através da divisibilidade infinita
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Aplicação do princípio zenoniano da divisibilidade infinita: “No pequeno não há um mínimo, mas sempre um menor”
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Possibilidade de conter traços infinitesimais de todas as coisas em qualquer escala, por menor que seja
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Diferença entre as coisas aparentes consistindo apenas nas proporções da mistura
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Designação ocasional dessa infinitude interpenetrada como “o Uno”
- Paralelo com o ensino de Uddalaka Aruni na Chandogya Upanishad
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Encapsulação por Radhakrishnan do ensino de Uddalaka: “A matéria é infinitamente divisível” e não há transformação, mas combinação de partículas preexistentes
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Paralelo com Anaxágoras na concepção do vir-a-ser como combinação e do perecer como separação
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Comparação com o Jain Tattvartha Sutra: “Agregados são formados por divisão e união”
- Discrepância fundamental: a ausência do conceito de infinito em Uddalaka
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Limitação do ensino de Uddalaka a três formas de Ser: fogo, água e terra, cada uma contendo partes das outras duas
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Ausência de evidência da articulação do conceito de infinito ou divisibilidade infinita na Índia naquele período
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Contrastação com a formulação do conceito de infinito na Grécia por Zenão no século V a.C.
- Articulação tardia de conceitos de infinitude na Índia
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Formulação rigorosa do infinito em termos lógico-matemáticos apenas por volta de 200 d.C. na escola budista Madhyamika
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Articulação metafísica da infinitude interpenetrada ao quadrado apenas por volta de 400 d.C. no Avatamsaka Sutra budista
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Descrição de um universo de infinitudes infinitamente interpenetradas, uma infinitude elevada à potência infinita
- Prova da separação entre Mente (Nous) e matéria
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Argumentação de que, se a Mente se misturasse com algo, estaria misturada com tudo, pois tudo contém tudo
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Impossibilidade de conter qualquer coisa em si mesma, apenas como uma mistura infinita
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Conclusão de que cada coisa é uma infinitude de infinitudes
- Dualismo Mente-Corpo e o transcendentalismo de Anaxágoras
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Definição do Nous como infinito, autônomo, não misturado com nada e solitário por si mesmo
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Argumento de que, se misturado, o Nous teria participação em todas as coisas e seria impedido de governar
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Ruptura com o pensamento imanentista anterior, como o de Tales (“Tudo está cheio de deuses”) ou Yajnavalkya (o “controlador interno”)
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Posicionamento do princípio orientador do universo como transcendental, independente e causa de todo movimento
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Permanência de traços de imagética mítica, comparável a Yahweh sobre o oceano primordial
- Cosmogonia do vórtice e a ação do Nous
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Narrativa cosmogônica: o Nous impulsiona a massa oceânica e indiferenciada de matéria em um ponto, iniciando um movimento vorticoso
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Separação centrífuga das substâncias baseada em pesos e densidades no vórtice
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Relação com as visões de Anaxímenes (condensação/rarefação) e Empédocles (separação dos elementos)
- Rejeição do ciclo cósmico e do reencarnacionismo
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Abandono do ciclo de mistura e separação de Empédocles em favor de um processo linear e infinito
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Rejeição do reencarnacionismo, percebendo a conexão entre as doutrinas
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Delineamento de uma infinitude quasi-materialista sem elementos arcaicos de retorno a uma Idade de Ouro
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FINITO VS. INFINITO**
- Reavaliação da suposta aversão grega ao infinito
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Questionamento da ideia de que a preferência pela clareza e especificidade indicava aversão ao infinito
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Reconhecimento do fascínio grego pelo conceito de infinito como um de seus produtos característicos
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Distinção entre a apreciação da separação das coisas e a apreciação do mistério do infinito
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Contraste com a ideia indiana de o indivíduo se dissolver no Uno, não enfatizada no discurso grego sobre o infinito
- A precisão do infinito em Zenão
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Compreensão de Zenão do infinito não como uma coisa, mas como um processo preciso
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Caracterização do objeto intelectual-estético da infinitude zenoniana como logicamente e matematicamente preciso
- A finitude como condição de cognoscibilidade
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Preocupação de pitagóricos, Parmênides e Empédocles com a cognoscibilidade do universo
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Necessidade de limites para que o universo possa ser inspecionado e conhecido dentro de uma vida humana
- Anaxágoras como modernizador e a expansão infinita do universo
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Redução das duas forças motrizes de Empédocles (Amor e Ódio) a uma única (Mente)
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Substituição do universo cíclico de Empédocles por um universo em expansão linear e eterna
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Expansão infinita do movimento vorticoso como processo mundial
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Possíveis ressonâncias religiosas no conceito de Mente, descrito como “puro” (katharos)
- Ressonâncias posteriores na filosofia indiana
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Paralelos conceituais com o conceito de alayavijñana do Budismo Mahayana
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Recorrência do conceito de infinitude interpenetrada no Avatamsaka Sutra
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Alcanço de posições similares às do Budismo Mahayana meio milênio depois através da rejeição do monismo hilozoico upanishádico-pré-socrático
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ATOMISMO GREGO**
- Contexto biográfico e filosófico de Demócrito
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Nascimento de Demócrito de Abdera por volta de 460 a.C. e sua condição de aluno de Leucipo
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Preocupação em reconciliar a experiência humana com os postulados eleatas
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Associação anedótica com professores estrangeiros e viagens ao Egito, Pérsia, e possível contato com Gimnosofistas na Índia
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Reputação de filósofo risonho e disciplinas de teste das impressões sensoriais
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Obra extensa, mas não sobrevivente, e sua importância ofuscada por Platão
- Fundamentos do atomismo de Leucipo e Demócrito
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Comprometimento com o postulado eleata do não-ser através da afirmação da existência do vazio (vazio)
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Multiplicação do Ser único, esférico e indivisível de Parmênides em uma multidão de seres plenos e indivisíveis (átomos)
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Percepção de que o Ser parmenídico era efetivamente um átomo gigante
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Movimento mecânico dos átomos no vazio, combinando-se e separando-se para formar o mundo aparente
- Fenomenalismo e a distinção entre realidade e aparência
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Irrealidade dos qualidades sensíveis no nível atômico; sua emergência na interação entre os sentidos e os agregados atômicos
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Declaração de que “Por convenção existem o doce, o amargo, o quente, o frio, a cor; na realidade, porém, só existem átomos e o vazio”
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Caracterização do conhecimento sensorial como “bastardo” e da mente como capaz de deduzir a verdade atômica
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Reconhecimento, às vezes, de que “a aparência é a verdade”, influenciando o relativismo e o ceticismo posteriores
- Salvação da pluralidade, mas não das aparências
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Resgate da pluralidade do elencho eleata através da existência de múltiplos átomos
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Manutenção da irrealidade do mundo sensível, tal como em Parmênides, mas com um redirecionamento naturalista
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Transformação da diferença entre verdade e aparência de um fato religioso para um fato naturalista
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RELACIONAMENTO?**
- O tratamento negligente da questão da difusão do atomismo
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Ignorância generalizada ou tratamento breve das relações entre as escolas atomistas grega e indiana
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Citação de uma opinião desatualizada de Keith, aplicada erroneamente a todas as escolas indianas
- O atomismo como parte textural do pensamento indiano
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Presença do atomismo em várias escolas indianas: Ajiivika, Jain, Carvaka, Budista e Nyaya-Vaisesika
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Candidatura das formas Ajiivika, Jain e Carvaka, possivelmente existentes no século VI a.C., a influenciar Leucipo e Demócrito
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Dificuldade cronológica devido à sistematização textual tardia
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PRIMEIROS ATOMISMOS NA ÍNDIA**
- Forma primitiva de teoria atômica em Uddalaka Aruni
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Ensino de que partículas minúsculas se agregam para formar substâncias, uma semente do atomismo
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Indicação de pensamento protocientífico junto com teorias místicas nas comunidades florestais upanishádicas
- Atomismo Ajiivika de Pakhuda Kaccayana
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Posição de sete elementos: terra, ar, fogo, água, alegria, tristeza e vida, considerados eternos
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Inclusão de elementos éticos na lista, diferente das listas gregas
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Paralelos com Demócrito: elementos inalteráveis, qualidades sensíveis como emergentes, alma definida materialmente, mudança como ilusão
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Possibilidade de um sistema semelhante ao de Demócrito existir na Índia anteriormente
- Atomismo Jain e suas características arcaicas
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Possível origem no século VI a.C., com definições em textos antigos
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Distinção arcaica entre realidade material e imaterial, com a alma imaterial, mas com partículas de matéria kármica “aderindo” a ela
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Doutrina de que inúmeros átomos sutis ocupam o espaço de um átomo grosseiro, implicando átomos sem magnitude (pontos monádicos)
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Suscetibilidade à crítica zenoniana de que nada pode ser construído a partir de pontos sem magnitude
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Semelhança com a doutrina pitagórica da mônada ponto, atacada por Zenão
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Atomismo Jain como uma fusão entre o fluxo budista e o fundamento permanente hindu
- Atomismo Carvaka (Lokayata)
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Doutrinas conhecidas por exposições tardias e referências nos Nikayas budistas
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Maximização de que tudo é composto de quatro elementos; a mente é um subproduto temporário; não há vida após a morte
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Doutrina atribuída a Ajita Kesakambala, contemporâneo de Buda, semelhante ao epicurismo
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A QUESTÃO DA DIFUSÃO NOVAMENTE**
- Dificuldades de avaliação diante dos problemas cronológicos textuais
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Possibilidade de três sistemas atômicos indianos serem anteriores a Leucipo
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Sugestão de um interesse vivo e disseminação de doutrinas atômicas na Índia como contraponto ao complexo do monismo
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Possibilidade do atomismo ter sido uma das mercadorias filosóficas transportadas através do Império Persa
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LENDO A MUDANÇA**
- Contexto social de dissolução da ordem tradicional
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Dissoluções sociais paralelas na Grécia pré-socrática e no período Upanishádico inicial na Índia
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Dissolução de modelos tradicionais como o Védico e o Homérico
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Surgimento do complexo do monismo como compensação pela ruptura, fornecendo um novo mito de unidade
- Reações individualistas e a formação de comunidades de afastamento
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Ganho de força de reações contra valores comunais em favor de valores individuais
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Formação de comunidades de afastamento que criavam bolhas émicas fortes, como a irmandade pitagórica ou a sangha budista
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Compensação da dissolução da tradição pela reinstalação de uma estrutura semelhante à tribal
- Ressonâncias psicológicas e sociais do monismo e do pluralismo
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Paralelos entre a tendência do ego de se fundir no inconsciente e a dissolução do indivíduo na tribo
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Tentativa do ego, através da insistência na finitude, de delimitar e controlar o inconsciente ilimitado
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Emergência de distância da matriz tribal na cristalização da ideia de Mente separada por Anaxágoras
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Crescente capacidade de ver a sociedade como algo manipulável de fora pela vontade individual
