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Prefácio
“Porque somos da sua raça”, como disse um dos seus pensadores e poetas (Atos 17, 28).
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Discurso Paulino no Areópago e a Ponte para o Pensamento Grego
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Utilização da citação do poeta Arato por Paulo para anunciar mensagem cristã a gregos cultos em Atenas.
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Reconhecimento da necessidade de apelar a ideias familiares ao intelecto grego para tornar compreensível o conteúdo cristão.
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Identificação da ideia basilar expressa na citação com fundamento do platonismo e neoplatonismo, sistemas característicos da espiritualidade da Antiguidade Tardia.
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Surgimento do neoplatonismo, na época, como transformação do platonismo originário.
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Adoção da linguagem dessa filosofia como vocabulário conceitual para expressar doutrina cristã, sempre que se buscou forma de expressão filosófica.
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A Tradição Esquecida do Platonismo Cristão e a Primazia da Patrística
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Suposição comum contemporânea de que teologia científica, na tradição escolar (escolástica), pratica-se sobre bases aristotélicas.
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Esquecimento da tradição muito mais antiga de prática filosófica no cristianismo, que preencheu quase um milênio de vida intelectual cristã.
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Permanência dessa tradição, no Oriente cristão, como tonalidade dominante até o presente.
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Identificação dessa tradição como platonismo cristão, simultaneamente tradição dos Padres da Igreja (filosofia patrística).
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Expressão, nessa filosofia patrística fundamentada no platonismo, de elementos da tradição cristã posteriormente relegados a segundo plano com adoção do vocabulário aristotélico.
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Relevância contemporânea desses elementos tanto para pensamento teológico quanto para vivência da fé.
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Reconhecimento dos perigos inerentes à utilização de esquemas platônicos em contexto cristão: riscos de caricatura e deformação de elementos fundamentais do cristianismo, perigos que método teológico formado pelo aristotelismo não conhece.
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Problema de Investigação: Recepção e Transformação do Pensamento Platônico
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Legitimidade da investigação sobre como a recepção de esquemas e conceitos-chave platônicos desdobrou seus efeitos no pensamento cristão.
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Foco nas transformações e reinterpretações requeridas, vantagens para formulação de verdades cristãs básicas e perigos de deformação inerentes.
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Investimento de mais de trinta anos do autor nesta problemática.
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Questão central: em que medida o pensamento dos Padres, fundado no platonismo, constitui não apenas etapa histórica anterior à escolástica medieval e à teologia moderna, mas forma de expressão igualmente legítima, independente e fiel ao conteúdo para pensamento teológico da Igreja Oriental e sua tradição.
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Investigações detalhadas sobre processo de recepção e transformação de elementos do pensamento platônico em cada Padre da Igreja e no século XII ocidental, ainda fortemente influenciado pelo platonismo.
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Objetivo da Obra: Síntese e Contextualização de um Processo Secular
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Tentativa de sintetizar investigações de detalhe, reinserindo-as em contexto mais amplo.
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Compreensão das investigações como etapas de processo que se estende através de séculos.
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Caracterização do processo como simultaneamente de apropriação e confrontação, transformação e distanciamento.
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Visibilidade ampliada, na síntese, de linhas contínuas de soluções encadeadas e do retorno regular do problema da possível deformação do conteúdo cristão.
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Obtenção de imagem de conjunto da relação entre filosofia platônica e pensamento cristão, e do papel desempenhado por elementos filosóficos platônicos no interior do pensamento cristão.
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Abordagem Metodológica: Temas Isolados versus Sistema Total
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Rejeição de abordagem que opõe sistema platônico como todo ao pensamento cristão (como em E. Hoffmann), enfatizando oposição de princípios entre as duas atitudes intelectuais.
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Opção metodológica por considerar temas platônicos isolados, destacando função que desempenharam, uma vez transformados em sentido cristão e arrancados de seus contextos originais, no interior do pensamento cristão.
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Hipótese de trabalho: nesta ótica, conteúdo autêntico de verdade dos temas ou princípios platônicos pode ressurgir de forma mais pura, originária e com maior realidade intelectual do que em sua função dentro do sistema platônico.
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Apresentação desta constatação como resultado possível das pesquisas, caso a análise seja convincente.
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Dificuldades e Limitações na Composição da Síntese
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Dificuldade inerente em unir em todo coerente série de investigações de detalhe, originalmente conduzidas com pontos de partida e perspectivas diferentes.
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Caráter dessas investigações: tratar motivos diversos em sua função para o pensamento e seu retorno histórico, abstraindo do sistema de conjunto.
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Pedido de desculpas por sobreposições e repetições decorrentes da empreitada sintética.
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Solicitação de consideração sobre intervalo temporal de elaboração das pesquisas (cerca de trinta anos), fazendo com que demonstrações originalmente novas hoje sejam opinião comum ou bem estabelecida na pesquisa.
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Necessidade de manter exposição inicial das demonstrações para evidenciar seu encadeamento com o todo, complementando-as com referências bibliográficas confirmatórias e indicações de trabalhos mais recentes.
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Função dos Subtítulos como Sinalização do Itinerário de Pensamento
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Inserção de subtítulos com objetivo de aumentar legibilidade e clareza na articulação do texto.
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Caráter não programático dos subtítulos: não são pontos de plano projetado previamente.
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Definição como postes indicativos, colocados a posteriori em certos pontos de virada ou corte de itinerário de pensamento contínuo.
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Função de permitir ao leitor avaliação parcial do caminho percorrido e do caminho a percorrer em cada ponto do contínuo.
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Renúncia a pretensão de expressar adequadamente conteúdo da seção que inauguram.
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Definição como sinais que indicam e organizam movimento do pensamento, com seus passos e curvas, podendo ser ignorados em leitura contínua.
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