O Sphairos ignora todo Ódio e toda separação, sendo de antes de toda cisão e toda ruptura, ele é Mundo e Divindade, não sendo presa da luta nem entregue ao Múltiplo, ele É, sem ação nem paixão.
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A filosofia de
Empédocles pode fazer lugar a uma idade de ouro primitiva, um paraíso perdido onde reinavam a inocência e a harmonia, de onde os homens foram precipitados na caverna chamada terra.
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H. Ritter vê nessa idade de ouro a caracterização da existência mesma do Sphairos, onde todos os elementos da existência, encerrados no amor, vivem felizes e em perfeita santidade.
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Ed. Zeller critica Ritter afirmando que a lenda da idade de ouro não pode ter feito parte da descrição do sphérus, pois este não continha ainda seres individuais.
A idade de ouro deve ser ligada ao Sphairos não como o modo de vida deste, mas como o modo de vida das coisas do mundo sobre as quais a origem ainda irradia a amizade da proximidade e da unidade que está prestes a se perder.
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No fragmento 130, todas as criaturas eram domesticadas e doces com os homens, tanto as feras selvagens quanto os pássaros, e a amizade resplandecia entre eles.
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O Deus de
Empédocles é a esfera e esse estado de unidade perfeita que precede a divisão em pluralidade operada pelo ódio, sendo a mesma esfera em sua unidade reconstituída pelo amor.
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A história do universo vai da unidade primitiva do sphéros divino à sua unidade reconstituída, onde o deus original é um globo material perfeito.