Estrutura

Luc Brisson

  • Introdução 17a-27b
    • Situação dramática
    • Intervenção de Sócrates
      • Resumo da entrevista anterior (Critias)
      • O voto de Sócrates
    • Intervenção de Critias
      • As fontes de seu relato
      • O relato
        • A Atenas antiga
        • A Atlântida
      • O projeto de Critias para responder ao voto de Sócrates
    • Distribuição dos papéis
  • Prelúdio
    • Oração
    • Notas preliminares
      • Princípios
        • Separação ontológica
        • Princípio da causalidade
      • Aplicação dos princípios
        • Ao mundo sensível
        • Ao conhecimento
  • O que fez a razão (29d-47e)
    • Pressupostos
      • O demiurgo
      • O Vivente-em-si
    • Consequências
      • O universo é um vivente
      • O universo é único
    • A) O Macrocosmo (31b-40d)
      • O corpo do mundo
        • Conteúdo
          • Ele foi fabricado a partir de quatro elementos
          • Ele contém a totalidade dos quatro elementos
        • Aspecto e movimento
          • É uma esfera, sem órgãos e sem membros, que gira sobre seu eixo
      • A alma do mundo
        • Recapitulação e transição
        • A alma é anterior ao corpo
        • A fabricação da alma do mundo
        • A divisão da alma do mundo em função de intervalos harmônicos
        • A fabricação do círculo do Mesmo e daquele do Outro, ele mesmo dividido para constituir os círculos sobre os quais se movem os planetas
        • Adaptação do corpo do mundo no interior da alma do mundo
        • A função cognitiva da alma do mundo
        • A função motriz da alma do mundo
          • O tempo, imagem móvel da eternidade
          • Os planetas, instrumentos do tempo
          • As quatro espécies de seres vivos
          • O movimento da terra
          • Evocação rápida dos movimentos dos outros corpos celestes
    • B) O Microcosmo (40d-47e)
      • A alma do homem
        • Os deuses tradicionais
        • Alocução do demiurgo aos outros deuses
        • A composição da alma humana. As leis do destino
        • As almas humanas “semeadas” na terra e sobre os planetas
        • A condição da alma novamente encarnada
      • O corpo do homem
        • Estrutura do corpo humano: a cabeça e os membros
        • Os olhos e o mecanismo da visão
          • As imagens em um espelho
        • Oposição entre as causas acessórias e a finalidade da visão e da audição
  • Onde se trata da necessidade (47e-69a)
    • A) A necessidade (47e-53b)
      • A necessidade, causa errante
      • O material
        • “Fogo”, “ar”, “água”, “terra”, etc., são os nomes de propriedades (49a-50a)
        • Descrição do material
        • O material não tem qualidade alguma própria
        • Os formas inteligíveis do fogo, do ar, da água e da terra
        • Descrição recapitulativa destes três fatores: a forma, a cópia e o material
      • Descrição do caos
    • B) Os quatro elementos e suas variedades (53b-61c)
      • Os triângulos primitivos e as superfícies de base
        • Construção das figuras dos quatro componentes elementares
        • Poderia ser que existam cinco mundos?
        • Relacionamento de sólidos regulares com os quatro componentes elementares
      • Transmutação dos componentes elementares
        • Modificação de aspecto
        • Modificação de lugar
      • Variedades dos corpos
        • Variedades dos componentes elementares
      • O movimento e o repouso relativos aos quatro elementos
        • Variedade dos corpos que dele resultam
          • fogo
          • ar
          • água
          • terra
    • C) Sensações e impressões (61c-69a)
      • O tocar
      • O prazer e a pena
      • Os sabores
      • Os odores
      • Os sons
      • As cores
      • Conclusão
  • A cooperação da razão com a necessidade (69a-81e)
    • Lembrança da ação do demiurgo
    • O trabalho de seus ajudantes
    • A) As partes mortais da alma humana (69a-73b)
      • A sede das partes mortais da alma no corpo
        • A alma mortal está situada no tórax
        • A parte agressiva está situada no coração
          • Descrição da estrutura e do papel
            • do coração
            • dos pulmões
        • A parte apetitiva da alma está situada no ventre
        • Descrição da estrutura e do papel
          • do fígado
          • do baço
          • dos intestinos
      • Resumo e transição
    • B) As outras partes do corpo humano (73b-76e)
      • A moela, o esperma e o cérebro
      • Os ossos, a carne e os tendões
      • A repartição da carne
      • A pela, os cabelos e as unhas
    • Anexo: As plantas (76e-77c)
    • C) Os aparelhos funcionais do corpo humano (77c-81e)
      • A irrigação que aporta a nutrição ao corpo
      • Aparelho respiratório
        • Mecanismo
        • Digressão. Outros fenômenos explicados pelo mesmo mecanismo
        • Como o sangue é formado com a ajuda da respiração e transportado através das veias
    • D) As doenças (81e-92c)
      • As doenças do corpo
        • As doenças devidas a um excesso, a uma falta ou a uma má repartição dos componentes elementares
        • As doenças dos tecidos (secundárias)
        • As doenças devidas
          • ao sopro
          • ao fleugma
          • à bile
          • às febres
      • As doenças da alma
        • Origem das doenças
        • A saúde se encontra no equilíbrio
          • O cuidado da alma
          • A retribuição: diferenciação dos sexos e aparição dos animais
  • Conclusão (92c)

Gredos

  • Diálogo introdutório (17a-27b).
    • Sócrates realiza um resumo da conversação mantida no dia anterior (Critias) no que concerne ao estado ideal (17b-19a) e exprime o desejo de ouvir uma exposição que descreva o funcionamento concreto de um estado semelhante (19b-20c).
    • Crítias refere uma história que Sólon ouvira no Egito e que demonstra como a Atenas primordial repeliu a invasão dos atlantidas e libertou a Europa, a África e a Ásia (20d-26c).
    • Finalmente, distribuem-se as tarefas para a futura conversação: Timeu deve dissertar acerca do cosmos e do homem; Crítias descreverá a história da Atenas primordial.
  • Exposição de Timeu (27d-92c).
  • As obras da razão (27d-47e).
    • O discurso de Timeu avança aqui descendendo do maior para o menor, do geral para o particular e da unidade para a multiplicidade.
  • Introdução (27d-30c).
    • Timeu esclarece quais devem ser os princípios fundamentais deste primeiro logos acerca da criação.
    • Distingue três âmbitos: o ser eterno, o devir que nunca é e nasce e morre continuamente, e a causa do devir (27d-28b).
    • Ao primeiro âmbito pertence o modelo eterno; ao segundo, o mundo sensível; e ao terceiro, o demiurgo inteligente (28b-30a).
    • Finalmente, o universo é caracterizado como um ser vivente dotado de razão, visto que o demiurgo, ao criá-lo em sua bondade, quis fazê-lo o melhor possível (30b-c).
  • Criação dos seres viventes eternos (30c-47e).
  • Criação do mundo (30c-34b).
  • O corpo do mundo (30c-34b).
    • O universo é um ser vivente perfeito, imagem do ser vivente inteligível (30c-d), é único (31a-b) e está constituído por quatro elementos: fogo, ar, água e terra (31b-32b), para possuir uma proporcionalidade adequada e indestrutível (32c-33b).
    • Sua forma é esférica e gira sobre si mesmo (33b-34b).
  • A alma do mundo (34b-36b).
    • A alma do mundo, embora possua prioridade ontológica, é tratada posteriormente no discurso de Timeu, o que não significa que tenha sido criada após o corpo (34b-c).
    • O demiurgo a compõe do mesmo, do outro e da mistura destes dois elementos, dividindo-a em um círculo do mesmo (a esfera das estrelas fixas) e do outro, que, por sua vez, é dividido em sete círculos interiores, desiguais entre si, que se movem com um movimento ordenado (35a-36d).
  • União do corpo e da alma do mundo (36d-38c).
    • O demiurgo estende a alma desde o centro do corpo do mundo até seus extremos, cobrindo-o completamente.
    • Esta, uma vez unida a ele, pode, pelas propriedades de seus componentes, chegar ao conhecimento de todos os objetos, sejam estes sensíveis ou inteligíveis (36d-37c).
    • O demiurgo cria o tempo para que o universo seja imagem móvel da eternidade (37c-38a).
  • Criação do restante dos seres divinos (38c-41a).
  • Os corpos celestes (38c-40c).
    • Timeu descreve a criação dos planetas e seus movimentos no céu nos sete períodos do círculo do outro (38c-39e), as estrelas fixas e sua esfera, correspondente ao círculo do mesmo da alma do universo (39e-40b), finalizando na criação da terra (40b-c).
  • Os deuses da mitologia (40d-41a).
    • O passo seguinte consistiria em ocupar-se da genealogia dos deuses mitológicos, mas Timeu aqui se atém ao narrado pelos poetas.
  • Criação do homem (41a-47e).
    • O último passo deste primeiro logos constitui-se pelo relato da criação do homem por parte dos deuses mais jovens.
    • Nele, a criação da alma serve de ponte entre a criação do gerado imortal e a do gerado mortal.
  • Encomenda do demiurgo aos deuses inferiores (41a-d).
    • O demiurgo, encarregado diretamente da criação dos seres divinos, encomenda agora a tarefa de engendrar o corpo humano aos deuses criados por ele.
    • A razão é o único elemento na alma humana que é obra sua.
  • Criação da alma humana (41d-42e).
    • Uma vez criadas as almas humanas com os restos da substância que servira para criar a alma do mundo, o demiurgo lhes mostra as leis do destino, que implicam sua transmigração conforme sua conduta nesta vida.
  • A obra dos deuses menores (42e-47e).
  • Criação do corpo e sua união com a alma (42d-44d).
    • Os deuses menores criam o corpo do homem ao qual unem a alma, imitando a ação do demiurgo.
    • A alma convulsiona ao entrar no corpo mortal.
  • Estrutura do corpo (44d-45b).
    • A estrutura do corpo é explicada teleologicamente.
    • A cabeça serve para abrigar a parte mais divina da alma, a inteligência; as funções das outras partes são esclarecidas a partir desta estrutura hierárquica.
  • As sensações (45b-47c).
    • O relato conclui com o tratamento de duas sensações sob uma perspectiva ideológica: a vista (45b-47c; mecanismo de visão, 45b-d; visão em sonhos, 45d-46c; reflexos em superfícies, 47a-c) e o ouvido (47c-e).
    • Existe um excurso sobre as causas auxiliares destes fenômenos e sua explicação teleológica (47a-c).
  • A contribuição da necessidade (47e-69c).
    • O logos avança nesta parte do discurso da indeterminação para a determinação.
  • Introdução (47e-48d).
    • O relato recém-finalizado oferece apenas uma visão incompleta.
    • Deve ser completado pela explicação da causalidade da necessidade, pois o mundo é o produto da mistura de inteligência e necessidade (48a 1-3).
    • É necessário esclarecer os princípios do que devém (48e-52c) a partir de uma nova perspectiva e introduzir um novo princípio, o receptáculo (48e-51d), no qual se refletem as ideias e que, em constante mudança, adota as distintas formas do mundo ideal e dá lugar ao mundo fenomênico circundante.
    • As ideias funcionam à maneira de um pai sobre esta mãe que é o receptáculo (50c-52d).
  • Os elementos (52d-61e).
  • A situação antes da criação (52d-53b).
    • Antes da ordenação da matéria, esta se encontrava em um contínuo movimento caótico que apresentava vestígios dos elementos primordiais: fogo, ar, terra e água.
  • Estrutura dos elementos (53c-61c).
    • Os elementos são constituídos por triângulos retângulos e isósceles, que explicam não apenas a diferença, mas também a mutação de um elemento em outro (53c-57d).
    • Nesta transformação constante, produzem-se movimentos dos elementos de e para suas regiões próprias no universo (56c-57c), originando subespécies e formas mistas (58c-61b).
  • As qualidades sensíveis (61c-68d).
    • Os objetos constituídos pelos elementos possuem qualidades sensíveis percebidas por todo o corpo (61d-65b), como a relação calor-frio (61d-62b), duro-mole (62b-c), pesado-leve (62c-63e), áspero-suave (63e-64a), prazeroso-doloroso (64a-65b), ou por órgãos especiais (65b-68d), como os sabores (65b-66c), odores (66d-67a), sons (67a-c) e cores (67c-68d).
  • Conclusão (68e-69a).
    • Constata-se o que o demiurgo tomou da necessidade na criação do mundo; por conseguinte, é necessário reconhecer dois tipos de causas: o necessário e o divino.
  • A mistura de inteligência e necessidade (69b-92c).
    • Em seu terceiro movimento, o logos discorre do superior para o inferior.
  • Introdução (69b-c).
    • O final do discurso descreve a obra conjunta da razão e da necessidade.
    • A divindade introduz ordem e proporção, iniciando pelos elementos; após criar o mundo e os deuses, encarrega a estes a criação do homem.
  • O homem (69c-90d).
  • Anatomia (69c-77c).
  • A alma (69c-72e).
    • Os deuses criam primeiramente as partes mortais da alma: o irascível e o concupiscível (69c-70a).
    • A primeira localiza-se no tórax (70a-d), enquanto a segunda ocupa a zona do ventre (70d-72e).
  • O corpo (72e-79a).
    • Timeu descreve as partes do corpo criadas pelos deuses: ventre e intestinos (72e-73a), ossos e medula óssea (73b-74a), carne, nervos e tendões (74a-75d), boca (75d-e), pele e pelos (75e-76d), unhas (76d-e) e sistema circulatório (77c-79a).
    • Inclui-se um excurso sobre as plantas (76c-77c).
  • Fisiologia (79a-81e).
    • Descrevem-se dois aspectos da fisiologia humana: a relação entre circulação, respiração e alimentação (79a-80c); e a alimentação e o sangue, com sua significação para o crescimento, envelhecimento e morte (80d-81e).
  • Patologia (81e-87b).
    • A exposição desemboca no tratamento das diversas enfermidades que podem acometer o corpo (81e-86a) e a alma (86b-87b).
  • Terapêutica (87c-90d).
    • As propostas curativas para as disfunções do corpo e da alma centram-se na relação correta entre ambos os elementos (87c-89d) e no cuidado das três espécies de alma (89d-90c).
    • O apartado encerra-se com um elogio ao intelecto (90a-d).
  • O restante dos animais (90e-92c).
    • Explica-se o mecanismo das leis do destino, que povoam o mundo de animais, visto que os homens incapazes de respeitar a ordem natural são condenados a reencarnar em uma vida subsequente como um animal inferior: mulher (90e-91d), aves, quadrúpedes, répteis e vermes, peixes e moluscos (91d-92c).