Sócrates narra a conversa do dia anterior no Pireu, na casa de Polemarco, filho de Céfalo, na presença de Céfalo, Lísias,
Eutidemo, Trasímaco de Calcedônia, Carmântida de Peaneia, Clitofonte, Adimanto e Glauco.
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Céfalo, ali para um sacrifício doméstico, ficou pouco tempo com os presentes.
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A conversa se inicia quando
Sócrates, repreendido por suas visitas raras, conduz o diálogo para o tema da velhice.
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Céfalo afirma que a velhice lhe é suave, pois, nas palavras de Sófocles, ao apaziguar a fúria dos sentidos, ela liberta o homem.
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Sócrates sugere que a riqueza de Céfalo explica sua serenidade, ao que o velho responde que a riqueza só auxilia os sábios, sendo seu maior benefício afastar os temores do além.
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Surge então a questão: seria a justiça definida como dizer a verdade e devolver a cada um o que lhe pertence?
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Polemarco intervém invocando Simônides, e Céfalo retira-se, deixando o filho como “herdeiro do discurso”.