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Por um processo de divisão e subdivisão, descobre-se o verdadeiro pastor ou rei dos homens.
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Antes de distingui-lo corretamente de seus rivais, deve-se vê-lo como ele é apresentado em um famoso conto antigo, que também permitirá distinguir o pastor divino do humano.
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Além da fábula, é necessário ter um exemplo; para o exemplo, seleciona-se a arte da tecelagem, que terá que ser distinguida das artes afins, e, seguindo esse padrão, separa-se o rei de seus subordinados ou competidores.
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Questiona-se se não se está excedendo todos os limites, e se não há uma medida de todas as artes e ciências à qual a arte do discurso deve se conformar; há, mas antes de aplicar essa medida, deve-se saber qual é o objetivo do discurso.
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Feitas as desculpas, retorna-se ao rei ou estadista e procede-se a contrastá-lo com pretendentes na mesma linha, sob suas várias formas de governo.
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Sua característica é que ele sozinho possui a ciência, que é superior à lei e aos decretos escritos, que surgem apenas das necessidades da humanidade quando ela está em desespero de encontrar o verdadeiro rei.
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As ciências mais aparentadas com a real são as ciências do general, do juiz, do orador, que o servem, mas mesmo estas lhe são subordinadas.
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Princípios fixos são implantados pela educação, e o rei ou estadista completa a teia política ao casar naturezas dessemelhantes, os corajosos e os temperantes, os ousados e os gentis, que são a urdidura e a trama da sociedade.