A terceira definição examinada estabelece que a sabedoria consiste em realizar o que é próprio ao indivíduo, máxima que seria posteriormente cara ao estoicismo, mas que
Sócrates interpreta de forma materialista para demonstrar o absurdo de se exigir que cada homem produza suas próprias vestimentas ou limite suas ações estritamente a si mesmo sem relação com outrem; quando
Crítias, ao suceder
Cármides na discussão, tenta elevar a tese para o plano moral definindo a sabedoria como a prática do bem,
Sócrates redireciona o argumento ao postular que o ato de fazer o bem exige a consciência de quem o faz, o que reconduz o debate à premissa de que ser sábio é, em última análise, conhecer a si mesmo, tornando esta a discussão central e mais complexa da obra.