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Este tratado, cronologicamente o penúltimo, foi escrito por Plotino no último ano de sua vida (Vida 6, 16-25). Porfírio o colocou em primeiro lugar, provavelmente com base no princípio de que a verdadeira filosofia deve começar pelo autoconhecimento. Este tratado é, de fato, a última palavra de Plotino sobre o homem, uma brilhante síntese da nova antropologia elaborada ao longo dos tratados das fases intermediária e tardia. Partindo da análise crítica do sujeito dos fenômenos da vida sensitivo-afetiva, moral e intelectiva, o homem nos é apresentado, em I 1, como um conjunto unitário de três níveis sobrepostos: o ínfimo, pelo qual o homem é animal; o intermediário, pelo qual o homem é especificamente homem, e o supremo, pelo qual o homem, participando das duas primeiras Hipóstases, transcende a si mesmo. Embora os temas se entrecruzem às vezes de tal modo que é impossível delimitá-los nitidamente, podemos agrupá-los em cinco seções.