A tentativa da psique erótica de transfigurar seu Eros em um estado passivo-receptivo de voyeur divino, que é o objetivo no
Banquete, realiza-se no
Fedro através do silêncio quase completo da psique durante a segunda fala de
Sócrates, onde a ascensão é descrita através de um mito atribuído ao poeta Estesicoro, indicando que a loucura divina é fundamentalmente silêncio e que a imortalidade reside no confronto silencioso das Ideias, o que ilustra, sob uma perspectiva hegeliana, uma alienação entre a psique e o corpo ou entre o espírito e o mundo, embora para
Platão essa descontinuidade seja constitutiva da realidade, impedindo um relato discursivo totalizante do todo.