A investigação da verdade sobre os entes, empreendida por
Sócrates, ancora-se nos
logoi não como meros substitutos linguísticos, mas porque estes exibem a mesma verdade ou natureza que se encontraria ao olhar diretamente para o ente genuíno (
ontos on), verdade esta que diz respeito à quididade da coisa particular (como a vaca) e não ao Ser (
Sein) heideggeriano ou ao ser enquanto ser abstrato, estabelecendo o
logos como o intermediário necessário que deve compartilhar algo comum tanto com o ente quanto com o intelecto humano para tornar a apreensão possível.