A relação complexa entre o ente (
on) e o
logos pode ser formulada considerando que o ente possui uma natureza (
physis) constituída por uma ordem ou razão (
ratio) de elementos de inteligibilidade, a qual é processada em um movimento de dois estágios: primeiramente, o
logos é apreendido pela
noesis (intuição intelectual pura); subsequentemente, essa apreensão é “copiada” pela
dianoia nos ícones da linguagem, um processo descrito no
Filebo através da metáfora do demiurgo psíquico que “escreve” na alma (
doxa) e do pintor que ilustra o escrito (
morphe percebida).