Para
Platão, o
eidos de homem não é a
ousia tomada como animal racional, ou seja, como um modo de conjunção de propriedades, mas sim o aspecto (
look) de homem que deve ser apreendido para que qualquer definição essencial seja enunciada; diferentemente de
Aristóteles, para quem a apreensão do
eidos ocorre como a atualização da unidade desse
eidos no intelecto ativo — tornando o
eidos presente tanto no pensamento quanto no indivíduo —, o
eidos platônico é caracterizado por sua ausência ou separação do pensamento humano, impedindo uma apreensão completa ou uma análise discursiva adequada.