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Sofista

CHARRUE, Jean-Michel. Plotino: lecteur de Platon. 3. éd ed. Paris: Soc. d’Éd. “Les Belles Lettres”, 1993.

A apresentação inicial do estudo assume a forma de um paradoxo deliberado para justificar a interpretação plotiniana do Sofista.

I. O COMENTÁRIO DE « ENÉADAS », VI, 2

O tratado VI, 2 é um dos raros casos em que Plotino realiza um comentário sistemático e explícito de um texto de Platão.

1) A doutrina « dos gêneros » do ser

Os tratados VI, 1, VI, 2 e VI, 3 formam um todo dedicado à doutrina dos gêneros ou categorias do ser, sendo considerados entre os mais difíceis e obscuros das Enéadas.

No tratado VI, 2, diferentemente das categorias aristotélicas que são apenas sensíveis, trata-se dos gêneros do ser inteligível, e Plotino recorre aos gêneros do Sofista.

2) Os preâmbulos de VI, 2, 4-6 e o « Sofista »

Nos parágrafos 4-6, Plotino pratica a exegese do Sofista, especificamente dos conceitos de 248e e seguintes.

3) A doutrina dos gêneros segundo o « Sofista »: § 7-8

Ao abordar os parágrafos 7-8, Plotino chega ao cerne de seu propósito: o estudo dos gêneros do ser inteligível.

II. PLOTINO E O « SOFISTA » DE PLATÃO

O balanço da interpretação plotiniana do Sofista indica que Plotino considera esse diálogo como essencialmente consagrado à ontologia.

1) O tema ou a doutrina do Ser Totalmente Real (Pantelôs On)

Quando Platão conclui sua longa crítica aos materialistas e aos Amigos das Ideias, pergunta se se deixará convencer de que o movimento, a vida, a alma e a pensamento não têm lugar no seio do ser universal.