Imortalidade da Alma

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A alma possui natureza eterna e imortal segundo a doutrina exposta no Fedon.

A continuidade do eu depende da memória e da consciência de existências passadas.

A imortalidade apresenta-se como verossímil, embora desprovida de demonstração absoluta.

A concepção moderna da alma como substância criada introduz a dificuldade de sua possível destruição pelo criador.

A esperança de Sócrates em reunir-se com homens virtuosos e deuses benevolentes constitui um ato de fé religiosa.

A distinção entre a essência da alma e a do corpo é estabelecida pela consciência moral e pelas condições do conhecimento.

As essências imutáveis excluem seus opostos de maneira absoluta e eterna.

A lógica da exclusão dos contrários é questionada quanto à sua capacidade de provar a indestrutibilidade.

A teoria da reminiscência estabelece a preexistência da alma e sua independência em relação ao corpo.

A simplicidade da substância intelectual é confirmada pela natureza do conhecimento sensível e inteligível.

A hipótese da alma como harmonia ou relação entre elementos corporais é rejeitada por Simmias e refutada por Sócrates.

A alma é definida como uma substância dotada de força e movimento próprio.

A natureza imaterial e simples da alma impede sua dissolução e morte.

A eternidade das almas implica a preexistência e a impossibilidade de criação ou destruição de novas substâncias.

O ciclo de purificação e retorno à dignidade primitiva ocorre em intervalos de tempo determinados.

O destino das almas após a vida terrena é decidido por julgamento e sorteio diante da Necessidade.

A visão das essências é limitada pela natureza perturbada da alma humana.

A beatitude das almas purificadas pela filosofia é temporária dentro do ciclo das grandes revoluções.

A doutrina reafirma a vida anterior pela reminiscência e a reviviscência eterna pelo princípio dos contrários.