====== Jornada Interior ao Lugar da Verdade ====== * Viagem de Parmênides aos limites do universo e a fundação soteriológica da lógica * Percurso do herói espiritual em direção aos //peirata// da existência e ao reino de Perséfone * Papel do filósofo como mensageiro da Deusa e mediador entre os domínios humano e divino * Analogia entre a rota dialética e o trajeto diário do Sol em direção às Mansões da Noite * Imitatio do curso solar como paradigma cúltico do //Nous// em sua epifania cíclica e externa * Unificação de Ra e Osíris nas profundezas do Amduat e o mistério do renascimento * Centralidade do conhecimento (//rekh//) para a inserção do buscador no curso cotidiano do Intelecto Solar * União entre o //ba// de Ra (eidos noético) e o corpo de Osíris (forma-sah) no abismo do Nun * Cura do Olho de Horus por Thoth e o movimento regenerativo através do corpo da Serpente Cósmica * Ressurreição do filósofo "morto" enquanto restauração do olho solar e retorno à origem primordial * Senda das Duas Vias e a busca pelo lugar onde Maat reside * Paralelismo entre as jornadas de Gilgamesh, Odisseu e o iniciado-filósofo nas extremidades da terra * Aspiração do amante da verdade em alcançar a "margem distante" sob o sicômoro sagrado (Árvore da Vida) * Rejuvenescimento no útero da Deusa e união com o princípio criador (//kheper//) através da retidão * Prática da filosofia como "viver de Maat" e preparação espiritual para a travessia do além-mundo * Anúbis e Wepwawet como mestres da mudez e abridores dos caminhos noéticos * Exame do viajante mediante o conhecimento dos nomes secretos, da identidade real e do destino último * Função de Wepwawet como Chefe dos Mistagogos e guia do //ba// através do horizonte (//akhet//) * Papel de Anúbis na reunificação dos //membra disiecta// e produção da "cabeça do mistério" divina * Transformação do corpo em hieróglifo teúrgico visível e imagem eterna de Osíris para ação deificada * Construção do veículo da alma e a interpretação sacramental do microcosmo * Reconstrução do navio místico (//ochema// neoplatônico) através da linguagem teúrgica transformadora * Identificação de cada membro do iniciado com uma divindade particular em um processo de exegese corporal * Navegação por uma realidade construída como texto, relacionando papéis e eventos aos arquétipos de //akh// * Domínio sobre as ameaças do //mundus imaginalis// pelo ato de nomear e reconhecer sua posição na mandala textual * Gnosis ton Onton e a compreensão do Pleroma noético * Definição da filosofia como o conhecimento das realidades que verdadeiramente existem (//neteru//) * Mapeamento da estrutura metafísica e iconográfica dos princípios que compõem a Enneade divina * Superação da pobreza intelectual moderna através do contato com a articulação das causas primeiras * Reconhecimento da totalidade do ser (//panta ta onta//) no interior da estrutura do Intelecto Divino