pre-socraticos:parmenides-de-eleia:start
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| + | ===== Parmênides ===== | ||
| + | <tabbox Bornheim> | ||
| + | Pouco se sabe sobre a vida de Parmênides. Alguns autores colocam o acme de sua existência no ano 500 a.C.; outros, em 475 a.C. Natural de Eleia, no sul da Itália, parece ter pertencido a uma família rica e de alta posição social. Supõe-se que em Eleia tenha conhecido Xenófanes. Segundo a tradição, seus primeiros contatos filosóficos foram com a escola pitagórica, | ||
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| + | O poema de Parmênides nos oferece — ao lado dos fragmentos de Heráclito — a doutrina mais profunda de todo o pensamento pré-socrático. Mas é também a de mais difícil interpretação. O poema divide-se em três partes: o prólogo, o caminho da verdade e o caminho da opinião. | ||
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| + | No prólogo (frag. 1), o filósofo é conduzido à presença da deusa, que lhe promete a revelação da verdade. A deusa, portanto, é quem fala. No fim do prólogo, o poema distingue “o coração inabalável da verdade bem redonda”, das “opiniões dos mortais”, o que permite distinguir as duas partes subsequentes da doutrina. | ||
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| + | A doutrina do caminho da verdade estende-se do frag. 2 até quase o fim do frag. 8. Já no frag. 2, o filósofo distingue dois caminhos de investigação, | ||
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| + | A terceira parte do poema começa no penúltimo parágrafo do frag. 8 (“Com isto ponho fim ao discurso digno de fé que te dirijo...”), | ||
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| + | <tabbox Eudoro> | ||
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| + | 50. Quem, desprevenido de especulações, | ||
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| + | <tabbox Marías> | ||
| + | Parmênides de Eléia, na Magna Grécia, é o filósofo pré-socrático mais importante, o fundador da metafísica, | ||
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| + | Parmênides determina todo o destino da filosofia do Ocidente, e muito especialmente da helênica. A antropologia posterior estará condicionada por seu pensamento, mas restam apenas fragmentos no que se refere diretamente ao homem; só há alusões vagas, que se podem interpretar unicamente a partir dos pressupostos gerais de sua filosofia. Para Parmênides, | ||
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| + | "É mister que aprendas todas as coisas, tanto o coração intrépido da Verdade bem redonda, quanto as opiniões dos mortais, nas quais não reside verdadeira certeza." | ||
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| + | "A (via) de que é e que é impossível que não seja, é a via da Persuasão (pois a Verdade a acompanha); a de que não ê e não é necessário que seja, esta, afirmo-te, é uma via completamente impraticável; | ||
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| + | Com os pressupostos antes Indicados, é claro o sentido destes fragmentos densos e herméticos. O coração intrépido (atremés) da verdade é uma primeira alusão à imobilidade e permanência do ente; a redondeza é a do ente maciço como uma esfera, e este ente só aparece ante a visão do nus, e por isso pode dizer que são o mesmo, sem que isto signifique nenhuma absurda identificação idealista do ser e do pensar, que Parmênides não pôde conjeturar. Os nomes que os homens põem às coisas significam a convenção (nomus), que se defrontará com a natureza (physis) em toda a filosofia posterior, como o ser verdadeiro com a opinião aparencial. | ||
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| + | O melhor estudo publicado acerca de Parmênides é o de Karl Reinhardt: Parmenides und die Geschichte der griechischen Philosophie (1916). | ||
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